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01/12/2017

José Aníbal esclarece informações incorretas divulgadas na mídia sobre documento apresentado pelo ITV

Alguns jornalistas e veículos de comunicação divulgaram informações e interpretações incorretas acerca do documento Gente em Primeiro Lugar: o Brasil que Queremos, apresentado para ser debatido tanto dentro do PSDB quanto, e principalmente, com a sociedade civil. Trata-se de uma discussão em curso, mas opiniões publicadas de forma açodada, motivadas por incompreensão ou ressentimento, tentaram atribuir-lhe status de texto definitivo que nunca foi o propósito deste trabalho.

Aos interessados na precisão das informações, seguem os esclarecimentos enviados ao jornal O Estado de S. Paulo e ao colunista Merval Pereira, do jornal O Globo.

Reitero aqui o convite feito na apresentação do documento em Brasília: acessem o site do ITV e apresentem suas opiniões e colaborações para este importante debate de atualização das diretrizes programáticas do PSDB.

Veja abaixo os esclarecimentos enviados ao Estadão e ao Globo:

 

A propósito do editorial “O samba do tucano doido” e de recentes reportagens publicadas por este tradicional periódico, cabem esclarecimentos para a boa informação dos leitores e dos próprios jornalistas.

O documento Gente em Primeiro Lugar: O Brasil que Queremos é uma proposta colocada em discussão no processo de atualização programática do PSDB. Não se trata de um texto definitivo. Ao contrário, tem justamente como virtude estar aberto ao debate e a contribuições e críticas de toda a sociedade;

A despeito de ter razão o editorial citado ao questionar a postura de deputados federais do PSDB que vacilam em defender a reforma da Previdência, bandeira histórica do partido reiterada em Gente em Primeiro Lugar, não convém confundir o processo de elaboração desse texto com as deliberações da bancada parlamentar;

Não há “evidente contradição” entre “choque de capitalismo” e Estado “indutor do crescimento” quando, na mesma frase, está explícito que suas atribuições são “assegurar ambiente de negócios mais propício à competição, mais dinâmico para as empresas e mais favorável para quem trabalha e produz” (p. 11).

Da mesma forma, o “Estado eficiente, musculoso”, em oposição ao atual perfil ultrapassado, pesado e corrupto, significa “recuperar sua capacidade de regulação, garantindo melhores serviços aos usuários e a necessária segurança jurídica para a realização dos negócios”, demanda tantas vezes repetida na tradicional página A3 do periódico;

Outro equívoco é confundir indução do crescimento com o “capitalismo de compadrio” típico do lulopetismo e fortemente criticado em Gente em Primeiro Lugar (p. 14) pela falta de critérios e avaliação de resultados. A exemplo de editorial publicado por este jornal em 3 de abril passado – coincidentemente, sob o título “Choque de Capitalismo” –, nosso documento é uma “clara profissão de fé na economia de mercado, na força da livre iniciativa, no ímpeto que uma sociedade mais empreendedora pode gerar na melhoria da qualidade de vida da nação”, como reiteramos em Carta de Formulação e Mobilização Política divulgada ontem;

Para o Brasil se tornar um país melhor, com crescimento sustentável e promoção de oportunidades a todos, respeito à livre iniciativa e combate a desigualdades e privilégios, é preciso trabalhar pelo bom debate, pelo convencimento e busca de respaldo político e social. Esse é o propósito de Gente em Primeiro Lugar: não se trata de linha de chegada, como parece ter sido a precipitada interpretação dada por este jornal, mas ponto de partida para um amplo e democrático processo de diálogo e debate, que resultará em um congresso partidário em 2018. As controvérsias e as críticas a Gente em Primeiro Lugar, reiteramos, são bem-vindas quando despertadas não por ressentimento ou interesses personalistas, mas quando precedidas de leitura atenta do documento e, principalmente, motivadas pela crença em um Brasil melhor.

Por fim, coloco-me à disposição para debater o conteúdo de Gente em Primeiro Lugar, caso seja de interesse do jornal.

Cordialmente,

José Aníbal

Presidente nacional do Instituto Teotônio Vilela

 

 

Prezado Merval,

Foi com enorme estranheza que li sua coluna publicada n’O Globo na edição de 29/11, em que, de forma ligeira, porém, agressiva lança críticas ao documento Gente em primeiro lugar: o Brasil que queremos, recém-divulgado pelo Instituto Teotônio Vilela, o qual presido.

Em primeiro lugar, a legitimidade do ITV para oferecer à discussão novas diretrizes partidárias é total e mesmo estatutária: somos o órgão a quem cabe, formalmente, sugerir e formular políticas no âmbito do PSDB.

Diferentemente do que você afirma, talvez sob influência de comentaristas que também mal leram o documento, o texto foi exaustivamente discutido, e por dezenas de diferentes tipos de pessoas, de norte a sul do país. Não é fruto, ao contrário de outros por aí, de tertúlias de grupos de meia dúzia de gente que pensa igual – e que, às vezes, se arvora o monopólio da verdade.

Importante que você conheça bem o documento e perceba como ele avança, sim, e muito, em relação ao papel do Estado, ao contrário do que você afirma. A visão hoje é de menos interferência e mais espaço para a iniciativa privada, sem, contudo, eximirmo-nos de políticas de planejamento e regulação das quais nenhuma economia de mercado pode prescindir.

Encaminho abaixo link para que você conheça o documento do ITV na sua integralidade e, com sua enorme experiência, nos dê a satisfação de receber também suas observações e colaborações, já que, tenho certeza, ambos temos o mesmo objetivo: construir um país melhor.

http://itv.org.br/projeto/itv/arquivos/O_BRASIL_QUE_QUEREMOS.pdf

Cordialmente,

José Aníbal

Presidente nacional do Instituto Teotônio Vilela

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