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10/11/2017

“Brasil vive crises gravíssimas e precisa de amplas reformas”, diz José Aníbal em palestra na Associação Comercial de Votuporanga

Evento contou com a presença de diversos prefeitos e lideranças políticas da região noroeste do interior paulista

Na manhã desta sexta-feira (10), o presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV), José Aníbal, foi o palestrante convidado de evento promovido pelo deputado estadual Carlão Pignatari na Associação Comercial de Votuporanga. Aníbal traçou um panorama sobre a conjuntura política e os desafios do Brasil. Segundo ele, o País vive crises “gravíssimas” e precisa de amplas reformas.

Para o deputado Carlão Pignatari, anfitrião do evento, a palestra de José Aníbal foi uma importante oportunidade para os gestores públicos locais “ouvirem um especialista em políticas públicas e economia, abrindo um horizonte muito bom, com informações que visam a melhorar o País”, disse.

Participaram do encontro os prefeitos de Votuporanga, Jales, Três Fronteiras, Gastão Vidigal, Sales, Pontes Gestal, Nhandeara, Paranapuã, Valentim Gentil e Pontalinda, a vice-prefeita de Potirendaba, o vice-prefeito de Ubarana, e o vice-prefeito de Pedranópolis - todas cidades do interior paulista. Também marcaram presença o vereador Rafael Nixon, presidente da Câmara de Valentim Gentil e coordenador do ITV na região de São José do Rio Preto, Rafael Salermo, presidente da juventude do PSDB de Votuporanga, Junior Marão, ex-prefeito de Votuporanga, além de diversos vereadores e demais lideranças políticas da região.

José Aníbal abriu sua palestra elencando causas das atuais crises vividas pelo Brasil e condenou o período em que o PT comandou o País. “Foi um desastre completo. A má-gestão foi o principal problema, mais grave até do que a corrupção. Eles foram irresponsáveis em todas as áreas do governo”, afirmou.

O presidente do ITV utilizou como exemplo a destruição dos fundos de pensão das empresas estatais. “São poderosas alavancas para investimento, que acumulam bilhões, e foram devastados pelos petistas. Em quase todos os fundos, dos Correios, da Caixa, Petrobras, Banco do Brasil estão sendo encontrados rombos e irregularidades, penalizando não só os contribuintes e beneficiários do fundo, como também o Brasil, ao não poder contar com essa poupança para investir”, explicou.

Aníbal disse que após o impeachment de Dilma Rousseff, o Brasil começou a avançar em áreas importantes. Ele citou a aprovação do Teto de Gastos, a Reforma Trabalhista e o novo Ensino Médio como exemplos positivos do governo Michel Temer. Porém, segundo ele, ainda vivemos crises fiscais e de representatividade política “gravíssimas”.

Crise fiscal

O tucano afirmou que urge aprovar uma nova Previdência para o Brasil, uma vez que o sistema atual de aposentadorias gera déficits crescentes, consumindo assim boa parte do orçamento nacional. “65% de tudo aquilo que o Brasil arrecada é só para pagar aposentadorias, pensões e salários do funcionalismo. Não tem como operar um país desse, sobra apenas 35% pra investir em todo o resto: saúde, educação, transporte, saneamento, segurança. Reorganizar isso é urgente”, disse.

Crise política

O presidente do ITV disse também que o sistema político brasileiro precisa de uma reforma “pra valer”, e defendeu a adoção do modelo de voto distrital para as campanhas proporcionais. “Nosso sistema político acabou, está exaurido. A sociedade não confia mais. Essa crise de representatividade pode acabar com a nossa democracia. Vivemos uma promiscuidade partidária e as mudanças aprovadas na reforma política foram muito pequenas”. Segundo ele, uma boa forma de acabar com a gastança absurda nas campanhas eleitorais é adotar o sistema de voto distrital. “Os países mais desenvolvidos do mundo utilizam esse sistema. Reduz drasticamente os custos, pois aproxima candidatos e eleitores. E o melhor modelo é o alemão, que é misto, metade dos parlamentares são eleitos pelos distritos e a outra metade através de uma lista definida pelos partidos”, explicou.

Ação do Congresso

José Aníbal ainda cobrou uma ação mais efetiva dos parlamentares e criticou alguns políticos que dizem que nesses 14 meses que faltam para acabar o governo Temer nada de relevante vai ser aprovado. “São oportunistas, têm medo de botar a cara. É tempo suficiente para fazer muita coisa. Tem que pensar no Brasil e votar”, afirmou.

Fotos: José Luiz Pavam

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