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11/04/2017

'Brasil precisa oxigenar o debate e acabar com compadrios e privilégios para reduzir injustiças e atrasos', diz José Aníbal

O presidente do Instituto Teotônio Vilela foi o palestrante convidado para a abertura do Círculo Leão XIII de debates sobre o Brasil, realizado pelo Centro Acadêmico da Faculdade de Economia, Administração, Contábeis e Atuariais (FEA) da PUC-SP

O Centro Acadêmico Leão XIII, da Faculdade de Economia, Administração, Contábeis e Atuariais (FEA) da PUC-SP, deu início nesta segunda-feira (10), no Tuca, ao 'Circuito de debates para o Brasil 2017'. O presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV), José Aníbal, foi o palestrante convidado para a abertura dos debates e falou sobre perspectivas de saída da crise, o papel do jovem na construção de um futuro mais justo, a importância da retomada do diálogo tão criminalizado nos últimos anos e a necessidade de modernizar o Brasil.

O presidente do ITV enalteceu a iniciativa dos jovens universitários em promover um circuito de debates durante esse momento de tensão que vive a sociedade. “É muito significativo que vocês estejam oxigenando o debate aqui. Essa disputa que tem marcado os últimos anos no Brasil penalizou muito o bom diálogo. Esse nós contra eles não leva a nada. As pessoas precisam dialogar mais, uma sociedade democrática se constrói assim. Qualquer outra solução que não seja dentro da democracia vai piorar muito as coisas”, afirmou.

Segundo José Aníbal, discursos populistas e radicais vêm ganhando cada vez mais espaço nas discussões políticas e é preciso encontrar um consenso a fim de construir uma agenda comum entre os mais diferentes setores da sociedade para modernizar o País e superar a crise que afeta a todos os cidadãos. “Somos um País rico e pobre ao mesmo tempo, extremamente desigual. Temos uma enorme fratura social a resolver - e que deve se agravar após anos de recessão e queda do PIB e da renda. É hora de olhar adiante, virar a página, oxigenar o debate nas mais diversas instituições e destravar o Brasil”, avaliou.

O caminho para começar a reduzir as desigualdades tem início no combate aos privilégios que marcam o Estado brasileiro. “O Brasil e a sociedade não toleram mais isso, querem mais transparência e igualdade”, disse. “O compadrio, a letargia, a burocracia e o custo desse imenso Estado brasileiro são travas ao nosso desenvolvimento”, complementou Aníbal.

Reformar o Brasil

O tucano disse que o caminho a percorrer ainda é longo, mas exaltou ações que considera virtuosas do governo Temer, como a centralidade da ação na reorganização das contas públicas e na aprovação das reformas - como a da Previdência, da legislação trabalhista e do sistema tributário.

“Esses temas devem ser objetos de bons diálogos com a sociedade, principalmente por parte dos políticos. É dever do político se expor, conversar com seus eleitores, mostrar os problemas e as desigualdades. Se omitir é um erro muito grave”, analisou José Aníbal.

Ele considera o caso da Previdência o mais grave dos problemas, e vê a reforma como ‘indispensável’. “O Rio de Janeiro já chegou à situação de não conseguir pagar suas aposentadorias. É preciso mostrar pra sociedade que 69% dos brasileiros aposentados ganham um salário mínimo. Temos que ter um regime único de aposentadorias, acabar com os sistemas especiais, estabelecer uma idade mínima, regras de transição”, disse.

O presidente do ITV também pediu foco na modernização da legislação trabalhista e simplificação do sistema tributário. “As leis que regem o nosso mercado de trabalho são da época do bonde e da lamparina, não cabem mais no mundo contemporâneo e competitivo atual. É preciso avançar nessa questão, dar mais agilidade ao sistema econômico, mas sempre assegurando direitos adquiridos”, afirmou. “Outra questão é a simplificação tributária, que acaba incentivando a desigualdade, pois quem paga mais impostos proporcionalmente são os mais pobres”, completou.

Quanto ao sistema político, José Aníbal defendeu a adoção do sistema distrital. “Nosso sistema eleitoral está exaurido, falido. Tem que mudar para o voto distrital, que reduziria brutalmente o custo das campanhas e aumentaria a representação eleitor-eleito significativamente”.

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